Encontrando a batida perfeita: Das buscas por som às novas playlists com inteligência artificial

Sabe aquela melodia que gruda na cabeça e você simplesmente não consegue lembrar o nome? A tecnologia evoluiu o suficiente para resolver exatamente esse problema e ir além. Hoje, diversos aplicativos ajudam a identificar qualquer faixa tocando no ambiente ou sendo cantarolada. E a inovação não para na simples busca, já que grandes plataformas de streaming estão levando a curadoria musical para outro patamar usando inteligência artificial.

O fim do mistério musical

As assistentes virtuais costumam ser o atalho mais rápido quando bate a dúvida sobre quem está cantando. No ecossistema da maçã, basta acionar o comando de voz e perguntar “Ei Siri, qual é essa música?”. Do lado do Google, o Assistente faz o mesmo trabalho se você perguntar o que está tocando no momento. O grande trunfo dos serviços do Google é que a pesquisa no aplicativo do celular vai além da captação do som ambiente. Ao tocar no ícone do microfone e selecionar a opção de buscar música, você pode cantarolar ou até assobiar a melodia. O reconhecimento costuma funcionar bem, desde que a sua afinação esteja minimamente em dia.

Se as assistentes não derem conta do recado, os aplicativos dedicados assumem a missão. O Shazam é o clássico absoluto do gênero, projetado especificamente para mapear os sons ao seu redor. Um toque no botão central da tela é suficiente para que ele entregue informações detalhadas como artista, álbum e ano de lançamento.

Outra alternativa de peso é o Midomi, desenvolvido pela SoundHound. Ele tem a vantagem de funcionar tanto pelo navegador web quanto pelo aplicativo, sendo também muito eficiente na hora de decifrar assovios e murmúrios. Usuários de iPhone contam ainda com o Songcatcher, um aplicativo exclusivo para iOS que segue a mesma lógica de identificar as canções através do seu próprio canto ou assobio.

Da busca para a biblioteca

Depois de descobrir a faixa perdida, o caminho natural é adicioná-la à sua biblioteca. Curiosamente, o Spotify, sendo um dos maiores nomes do mercado, não possui um sistema próprio de escuta e identificação de som. A alternativa dentro do aplicativo é tentar a sorte digitando trechos da letra na barra de pesquisa. No entanto, o serviço está investindo pesado em outro tipo de facilidade tecnológica para transformar a forma como ouvimos música.

Playlists geradas por texto ganham o mundo

A grande novidade da plataforma é a expansão das chamadas “Prompted Playlists”, recurso impulsionado por inteligência artificial. A ferramenta permite que assinantes Premium criem seleções musicais completas a partir de uma simples descrição em texto. Após um período de testes focado na Nova Zelândia, Estados Unidos e Canadá, a função acaba de ser liberada também no Reino Unido, Irlanda, Austrália e Suécia.

A inteligência artificial do sistema cruza todo o seu histórico de reprodução com as tendências culturais e musicais do momento. Isso cria uma dinâmica que mistura os seus favoritos de sempre com o que está em alta, gerando uma lista com a sua cara. Para acessar a novidade nos mercados suportados, o usuário precisa apenas tocar na opção de criar, escolher a playlist via prompt e descrever o que deseja ouvir. Um detalhe interessante é que cada faixa incluída na lista recebe uma frase curta explicando o exato motivo de ela estar ali.

Essas seleções não precisam ser estáticas e podem ser atualizadas de forma diária ou semanal. O recurso também tem um forte apelo social, permitindo o compartilhamento com amigos que podem adaptar as listas aos próprios gostos musicais. Como a ferramenta ainda está em fase beta e representa a primeira grande tentativa do Spotify de dar aos usuários mais controle sobre os algoritmos, a empresa adotou algumas limitações de uso e de agendamento. Essas regras iniciais de acesso devem ser flexibilizadas com o tempo, conforme o público interagir com o sistema e enviar feedback.

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